Um minuto por favor. Um silêncio. E um café!

•Abril 19, 2014 • Deixe um Comentário

Ok, você pode até rir atrás do balcão enquanto eu me aventuro nesse imenso jornal, mas meu café chegará em instantes. O minuto nunca me é concedido, talvez por ter sempre tempo de sobra, talvez porque nunca o levei em consideração.

Não importa mesmo. Nada importa. O mundo não mudará com uma palavra aqui. Mas talvez um adjetivo compense o caso: gentileza. Vamos ser mais gentis consigo mesmo oras, nada como um obrigado cheio de intensidade para o coração se sentir satisfeito ou até mesmo um com licença para os grandes, esbugalhados e lindos olhos – como os da Lily – para se sentir perplexo com a realidade. Aguarde alguns instantes até que o preenchimento seje completo, mas ele vem, tenha certeza. E se não vir, construa-o.

Highway to hell

•Abril 19, 2014 • Deixe um Comentário

Há exatamente cem metros da superfície, onde a pressão exerce um absurdo nó na barriga e uma visão vertiginosa, eis que está instalado grande parte dos instrumentos de auscultação da Itaipu Binacional. Eu, que não tenho nada a ver com a construção, simplesmente estou participando de um projeto de Gestão do Conhecimento. Lá embaixo nas profundezas, o ar é diferente, a consciência fica abismada e a sua alma de certa forma sente o poder exercido pela magnitude desta grande construção.

Cheguei em áreas restritas onde poucos pisaram, mas isso não me deixa orgulhoso. O que realmente me surpreendeu, foi o modo de ver as coisas a partir daquela cena.

Pessoas morreram para esse lugar existir. A cultura local cresceu absurdamente, e a esperança nasceu na comunidade de Foz do Iguaçu, que cresceu, se desenvolveu, e hoje representa uma das principais cidades do Estado do Paraná. A usina, alimenta com sua energia quase todo o Brasil, e tem forte influência política em Brasília. O ensino na área de exatas na cidade tem um imenso suporte pela Itaipu, que qualifica e profissionaliza universitários de uma maneira espantosa.

A visão dessa grande corporação mistura elementos como resultado e qualidade, e a transforma em um grande exemplo de eficiência e eficácia corporativa.

Complexamente, Itaipu.

~ Conversa extra-mundana

•Abril 19, 2014 • Deixe um Comentário

Estava lá eu, com minha companheira gelada, sentado nas caldeiras que circulam o balcão. Perdido nos meus pobres pensamentos, nem vi quando ele entrou. O senhor barbado que enxugava um copo foi o primeiro a reagir. Um sorriso tipico e uma troca de acenos, coisa de quem já se conhece de outros carnavais. Passando pelas mesas, recebeu mais cumprimentos. – Opa seu marciano. – Dizia um homem que jogava gamão com outros senhores. Droga, e eu morrendo de vontade de jogar gamão.

Ele se aproximou, lembrava um pouco o jeito do Zeca Pagodinho, algo meio alegre, meio diferente. Pediu uma Bohemia, tipico de extra-terrestres. Após uma breve conversa com o balconista, ele virou para mim. Droga, nunca tinha conversado com um marciano. Suei um pouco e demorei a responder o “olá”, mas percebendo meu receio, ele tratou de puxar a conversa. Se eu não soubesse quem ele era, juraria que era um carioca, daqueles que ficam no samba com os amigos até a madrugada, mesmo que só tivessem baldes e os gatos da vizinhança como alimento.

Começou a falar sobre politica, era petista. Falava sobre a influencia do Lula nas galaxias e até de um suposto acordo para diminuição de taxas sobre o comércio interplanetário que a candidata dos “companheiro”, como ele se referia, estava arquitetando. Mas o assunto logo esfriou, ano de eleição não traz boas conversas sobre politicas com marcianos, eles são intransigentes. Falei de futebol e percebi, estava na frente de um corintiano roxo, daqueles que descrevem com perfeição qualquer time que você perguntar. Desde o campeão da primeira Copa São Paulo de Juniores até o time que foi rebaixado em 2007. O alcool foi subindo e naquele momento nem lembrava que ele não era alguem normal, e sim um marciano. Falamos sobre milhares de coisas, mas ele tinha que ir embora.

– Companheiro, preciso ir embora. Minha esposa está me esperando. – Ri junto com ele e demos um rápido aperto de mão. Pegou as chaves do seu disco voador e foi embora. Duvido que o encontre novamente, nem adianta tentar convencer alguém de que ele existe mesmo. Talvez ele não queira aparecer no Gugu e no Datena, apenas queira tomar uma cerveja, falar bobagens e comer aqueles malditos ovos coloridos que dão uma grande diarréia no dia seguinte. Mas quem pode culpá-lo ou julgá-lo, se no fundo, todos fazem isso mesmo.

 

Quem roubou meu Halls?

•Maio 17, 2013 • 1 Comentário

Meu vício por Halls aumentou progressivamente nesses últimos tempos, fadado à me trazer questões importantes sobre o consumo dessa pequena bala. Até que ponto eu posso consumi-lo sem me preocupar com o preço do pacotinho? Hoje não tenho algo para interessante, para falar a verdade nunca tenho. Tirei algum tempo para pensar no que eu pensava enquanto escrevia os posts antigos, mas cheguei a conclusão que não era algo lógico, como estou à fazer nesse instante. Então, parece que a dica para postar é tentar desenvolver um raciocínio lógico enquanto eu não consigo passá-lo para o texto.

Será que o Belo é fã de Halls?

Será que o Belo é fã de Halls?

É estranho um jornalista (ou pseudo-jornalista) ter tanta dificuldades em ser didático. Acho que parte da minha falta de habilidade de percepção sobre as demais pessoas. Não consigo saber se elas estão acompanhando o meu raciocínio, tendendo a falar rápido ou lento demais. Bom, posso excluir palestrante das minhas possíveis atividades no futuro. Descobri, também enquanto escrevia esse post, que The Veronicas lançaram clipes novos desde a última vez que eu ouvi a dupla de gêmeas mais… mais… do cenário musical. E para terminar, um debate interessante para vocês (no sentido figurado, pois sei que ninguém lê essa merda). Vale a pena chupar Halls antes de beber ou só depois?

@jeanmf

Escrever ou não escrever, eis a questão

•Maio 17, 2013 • Deixe um Comentário

Gosto de acreditar que ainda sou o mesmo garoto, com olheiras profundas e um gosto estranho e exagerado por coalas e cafés. Talvez seja o motivo de voltar periodicamente para este portal de pensamentos estranhos, para me reafirmar, para ter certeza de quem sou. Meus gostos musicais mudaram um pouco, mas luto contra isso. Adoro as mudanças, mas luto contra elas. Estou no quarto ano de uma graduação, estou me formando e ainda não sei o que isso significa. Tenho muito mais perguntas do que respostas na minha cabeça e acho isso valioso. Antes de escrever, li todos os posts do blog e fiquei pensando. Cara, tem algo errado com tudo isso ai.

Passa a folha de eucalipto, por favor.

Passe a folha de eucalipto, por favor.

Pouca inspiração, pareço ter. Não sei como eu escrevia tanto, com tão pouco a pensar. O cenário está invertido, talvez seja a falta de lógica que tantos adoravam no blog (brincadeira, infelizmente), mas não sei explicar. Se ainda sou o mesmo garoto, gostaria de pedir desculpas a quem esperava acompanhar a minha evolução (talvez um psicólogo de quinta que acompanha blogs), mas se não sou, acho que tenho que pedir desculpas a quem eu era e falar. “Cara, você era foda”.

@jeanmf

~ Can’t Stand Me Now

•Outubro 7, 2012 • Deixe um Comentário

Se fosse contar quantas vezes comecei e apaguei esse primeiro parágrafo, poderia ter material para sustentar esse portfólio de inutilidades e pensamentos abstratos por um grande tempo. Penso em cada palavra, mas parece que nenhuma está exatamente encaixada com o texto. Pensei em iniciar traçando uma conversa entre eu com o “eu” que decidiu fundar esse blog em parceria com o Wagner, quase 3 anos atrás. Seria uma debate interessante e um aprendizado inesquecível.  Nesse exato momento estou me sentindo dentro de uma série da MTV, só que sem salário, alguma voz lendo o que eu escrevo ou o final do episódio. As vezes penso, ou melhor dizendo, quase sempre penso em como a vida dentro de uma sitcom parece muito mais real que a vida real, maldita MTV.

Minhas calças estão bem guardadas, antes que me perguntem.  Fico pensando que quase 30 mil pessoas já passaram por aqui, me sinto um pouco refém disso. É como se fosse um vício, as vezes mais agudo, as vezes entra um estado de inércia total. Estou passando por um momento de aprendizado, devido problemas que o Guilherme sempre avisou, “Cuide do seu corpo garotinho, Beba mais alcool, compre um coala…”, estou impossibilitado de fazer coisas ótimas, como comer batata frita, bacon ou beber coca.

Saudamos os Deuses do Bacon

 

 

 

Termino esse post fazendo promessas, sem nenhum fundo eleitoral, que tentarei estar presente para… Bem, acho que só eu leio o que escrevo, então.

Obs¹: O Guilherme é um dos premiados no Troféu Farmacêutico da Galera, prêmios para ele.

Obs²: Só o Guilherme foi premiado no Troféu Farmacêutico da Galera, palmas para o vencedor.

Obs³: Só o Guilherme concorreu no prêmio Troféu Farmacêutico da Galera.

 

@jeanmf

Café, café e café

•Fevereiro 7, 2012 • Deixe um Comentário

Sabiam que a cafeína é uma droga? Agora você, pobre mimado pseudo-drogado, pode engolir seu narguilé (arguile, ou qualquer coisa do tipo) e começar a mentir que se droga cheirando pó de café. Café, café que guia, café é a revolução.

Para o inferno com o chá… 

 Me encontro sem café, ou seja, não me encontro nem se eu realmente me procurasse. Se procurar dentro de você é um processo estranho, mas diz muito sobre o que você está pensando, e eu, nesse momento, estou pensando em café.

Não quero café com menta, nem mesmo café com leite. Quem sabe o que acontecerá se eu misturar uma cartela de dramin com uma garrafa de café? Quando eu descobri, aviso vocês!

@jeanmf